sábado, 14 de julho de 2012

A auto-negação do liberalismo inglês

A auto-negação do liberalismo inglês


by O. Braga

O facto fundamental é que não há, entre o sistema liberal de Inglaterra e os sistemas externamente iguais do Continente [europeu], uma semelhança senão de cara. O liberalismo substancial inglês corresponde a uma vida de opiniões debatidas e de liberdades individuais autênticas. O liberalismo do continente, e sobretudo peninsular, corresponde a uma inércia e a uma incapacidade de disciplina. Confundir os dois fenómenos equivaleria a confundir a ânsia de liberdade do homem de génio com a incapacidade de esforço do vadio e do mendigo.



O que atrai os povos peninsulares no regime parlamentar e liberal é que esse regime, pela sua insubsistência, a sua fraqueza e a sua prolixidade verbal, se conjuga com a alma impotente dos seus sequazes. O que atrai o povo inglês nesse regime é que ele se ajusta à substância do seu individualismo. (…)



A ânsia de liberdade é comum ao homem são, superior, e ao mendigo que não quer trabalhar. Assim, as instituições liberais tanto podem significar a expressão da liberdade, como a expressão da incúria e do desleixo. [Fernando Pessoa, “O Interregno...”].





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Fernando Pessoa teria razão quando escreveu isto em 1932, mas hoje as coisas já não são como ele as descreveu. Por exemplo, a Igreja Ortodoxa Russa vem a público dizer que a forma como o Establishment político inglês trata, hoje, os cristãos, proibindo o uso do crucifixo, é comparável à perseguição dos cristãos pelos bolcheviques no seguimento da revolução russa. Portanto, o liberalismo substancial inglês, que "corresponde a uma vida de opiniões debatidas e de liberdades individuais autênticas", de que nos fala Fernando Pessoa, se alguma vez exisstiu, já não existe.



Vemos, na foto em baixo, o príncipe consorte inglês e duque de Edimburgo dirigindo-se, com um sorriso amarelo, a um moícano engravatado, durante uma cerimónia informal em prol do trabalho comunitário. O príncipe consorte perguntou-lhe [ao moícano] se "trabalhava na promoção dos cabeleireiros locais". O liberalismo inglês já entrou numa fase de indisciplina, não só através da censura velada, institucionalizada e politicamente correcta, mas também através da corrupção radical da cultura antropológica.



O individualismo levado ao extremo inglês actual deixa de ser um factor catalisador da partilha de experiências individuais, para ser um factor de indisciplina e de desagregação social, ou seja, existe um limite lógico para o individualismo, como para tudo na vida. Os exemplos da perseguição política inglesa aos cristãos e a destruição da cultura antropológica inglesa, denotam a forma como o liberalismo inglês se nega a si mesmo.




O. Braga

Sexta-feira, 13 Julho 2012 at 7:06 pm
Tags: Inglaterra, liberalismo político
Categorias: cultura, Democracia em perigo, Europa, Política, politicamente correcto, Sociedade, Ut Edita
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Um cenário pessoano das tendências políticas actuais

Um cenário pessoano das tendências políticas actuais

by O. Braga 

O que é espantoso, na nossa época, é a forma como o sincretismo político e ideológico que é uma característica fundamental da maçonaria especulativa de todos os tempos, consegue fazer alianças fundamentais, aparentemente tão improváveis, como a que se desenha entre a plutocracia internacional — que controla a maçonaria global — e a esquerda radical e neognóstica de algumas nações.

“Todo o grande partido político de oposição, ou seja, todo o partido de oposição que adquire vulto bastante para subverter um regime ou parte dele, se forma com a congregação de três elementos distintos, e não está completo, nem apto para efectuar o intuito, em torno do qual se gerou, senão quando efectivamente congrega todos esses elementos.

Esses três elementos são: (1) um pequeno grupo de idealistas, cujas ideias se infiltram abstractamente por vária gente inactiva; (2) um grupo maior de homens de acção, atraídos pelos elementos activos e combativos do partido, e já distante psiquicamente de todo o idealismo propriamente dito; (3) um grupo máximo de indivíduos violentos e indisciplinados, uns sinceros, outros meio sinceros, outros ainda pseudo-sinceros, que, por sua própria natureza de indisciplinados e violentos, ou desadaptados do meio, naturalmente se agregam a toda a fórmula política que está numa oposição extrema.

Quando o regime ou fórmula, que assim se tornou partido, conquistar o poder, desaparecem os idealistas, pelo menos na sua acção, que acabou historicamente com a realização; assumem o poder os homens práticos, os anónimos derivados dos idealistas e os maus elementos. Agregam-se, formando com estes últimos um pacto instintivo, os que querem comer do regime. Tal é a história de todas as revoluções; por alto que seja o ideal de onde se despenharam, vêm sempre ter ao mesmo vale da sordidez humana.
Forma-se uma ditadura de inferiores. Um período revolucionário é sempre uma ditadura de inferiores.” — Fernando Pessoa

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Dos três elementos necessários para se formar uma "ditadura de inferiores" em Portugal, a esquerda radical portuguesa dispõe já de dois deles: os idealistas — que são as caras que aparecem nas pantalhas — e a escumalha violenta e indisciplinada — que são as caras que aparecem nas manifestações violentas. Porém, depois da queda do muro de Berlim, tem-lhes faltado o grupo intermédio que representa o utilitarismo e o pragmatismo dos que dispõem de poder económico e/ou financeiro. Mas a situação tem vindo a mudar em seu favor.

O factor “China” tem vindo a alterar a falta de apoio da plutocracia em relação à esquerda radical. Por um lado, partidos da esquerda radical têm alterado a sua posição em relação às pequenas e médias empresas e pequena iniciativa individual, no sentido de ir ao encontro da política de sinificação de algumas áreas do globo, como por exemplo, a periferia europeia, defendida pela plutocracia maçónica e/ou de Bilderberg [O “Grupo dos Trezentos”, segundo o conceito de Fernando Pessoa].

É assim que, por exemplo, o plutocrata George Soros apoia financeiramente os movimentos revolucionários e neomarxistas da América Latina. Pessoas como George Soros fazem parte do segundo grupo — “os homens práticos querem comer do regime”. O mesmo se passa, por exemplo, com as familórias Rockefeller e Rothschild. E no núcleo duro de Bilderberg — que está historicamente ligado a uma qualquer forma de maçonaria, seja esta a de rito regular, ou seja a dos Illuminati — , predomina já uma tendência para subsidiar os partidos radicais nacionais, não só no sentido de promover a sinificação de algumas nações, mas também para promover a desnacionalização total dos respectivos povos.


Jawohl! ( Asshole)

Quando Melissa Gates — a mulher de Bill Gates — propõe gastar milhares de milhões de Euros em distribuição gratuita de anticoncepcionais, não está a pensar nos interesses das mulheres: está, em vez disso, a pensar numa fórmula ocidentalizada que permita atingir um objectivo idêntico ao da política chinesa do filho único — política essa, a de Melissa Gates, que se enquadra perfeitamente na política cultural da nossa esquerda radical. Verificamos que existe uma perfeita sintonia política, em matéria de cultura antropológica, entre a plutocracia internacional, por um lado, e a esquerda radical, por outro lado — por exemplo, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista.

Neste quadro político internacional, os partidos socialistas fabianos — por exemplo, o Partido Socialista em Portugal, e o P.T., no Brasil — começam a ser preteridos se não começarem a alinhar pelos interesses simultaneamente comuns à plutocracia e à esquerda mais radical, no sentido da sinificação. É neste quadro político que surgem agora algumas vozes, por exemplo, a de François Hollande em França, no sentido de contrariar a radicalização imanente dos partidos da social-democracia europeia.

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O processo de sinificação de algumas das nações ocidentais passa, numa primeira fase, pela atomização da sociedade através do exacerbamento político do individualismo levado a um ponto extremo; nesta fase, os partidos radicais fazem um apelo constante e uma propaganda sistemática, nos me®dia, à autonomia radical do indivíduo.

Conseguida a atomização da sociedade, e destruída — mais ou menos — a coesão social e nacional, os radicais entram numa segunda fase da acção, que é a de organização política interna desses países de acordo com o pragmatismo dos “homens práticos que comem dos regimes”; esta fase é consolidada pela aplicação ad litteram dos preceitos maniqueístas da Teoria Crítica, de Herbert Marcuse e apaniguados, de “tolerância repressiva” e de “tolerância libertadora”, criando uma agressividade cultural crescente em relação a determinados inimigos internos.

A terceira fase da revolução actual é a da obstipação política e da consolidação da "ditadura dos inferiores", em que esses países passam a ser governados, com mão de ferro, pelos caciques locais radicais ou entretanto convertidos ao radicalismo gnóstico, e a mando da plutocracia e da maçonaria internacional do “Grupo dos Trezentos”. A autonomia radical do indivíduo, que foi inicialmente um instrumento da subversão cultural, de desnacionalização radical e de desagregação da sociedade, passará a ser, então, ferozmente reprimida [como acontece hoje na China].

O que é espantoso, na nossa época, é a forma como o sincretismo político e ideológico que é uma característica fundamental da maçonaria especulativa de todos os tempos, consegue fazer alianças fundamentais, aparentemente tão improváveis, como a que se desenha entre a plutocracia internacional — que controla a maçonaria global — e a esquerda radical e neognóstica de algumas nações.

O. Braga | Sexta-feira, 13 Julho 2012 at 9:41 pm | Tags: Bilderberg, Bloco de Esquerda, Fernando Pessoa, George Soros, grupo de Bilderberg, marxismo cultural, Partido Comunista, Sinificação | Categorias: A vida custa, cultura, Democracia em perigo, Esta gente vota, Europa, Maçonaria, Política, politicamente correcto, religiões políticas, Sociedade, Ut Edita | URL: http://wp.me/p2jQx-cmv


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quarta-feira, 4 de julho de 2012

O parlamento europeu, a poupança do planeamento familiar e o retorno ao nazismo


O parlamento europeu, a poupança do planeamento familiar e o retorno ao nazismo


by O. Braga

"Stress that one US dollar spent on family planning saves governments 4 dollars on health, housing, water, other public services."



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Paul Krugman anda muito preocupado com a Europa


Paul Krugman anda muito preocupado com a Europa


by O. Braga
Finalmente, abogó porque el Banco Central Europeo garantice la monetización masiva de la deuda española y defendió que la inflación ayudará a salir de la crisis. Sobre este último punto, negó que sea un "robo" o un "impuesto" promover activamente la subida general de los precios. Añadió también que las expectativas vinculadas a la moneda común pueden alterarse sin grandes contratiempos ya que, en esencia, "no valen nada". Según Krugman, abrazar la "austeridad" y rechazar las tesis que expone en su último libro sería equivalente a destruir la moneda común.
Paul Krugman, em visita a Espanha, apoia o resgate da Banca espanhola, a monetarização massiva da dívida espanhola por parte do BCE [Banco Central Europeu] , e uma alta inflação para sair da crise. Ou seja: exactamente o contrário do que Angela Merkel defende. Não haverá possibilidade de meio termo?
  1. Parece-me claro que é necessária uma política dequantitative easing[monetarização], mas comedida e muito controlada.
  2. Quanto ao resgate da Banca espanhola, Paul Krugman parece esquecer-se de um detalhe muito importante: desde o colapso do Lehman Brothers, nos Estados Unidos já faliram 400 Bancos! E nunca vi o Paul Krugman defende o resgate desses 400 Bancos americanos falidos. Por isso, um Banco falido é como uma empresa falida: fecha-se e resolve-se o problema, embora com a garantia dos depósitos até 100.000 Euros.
    Parece-me que as receitas de Krugman para a Europa não são idênticas aos conselhos que ele dá a Barack Hussein Obama.

  3. A inflação alta é um imposto camuflado que atinge principalmente os mais pobres e os mais indefesos. Mas o tal quantitative easing controlado a que me referi acima, causará sempre uma inflação controlada e necessária, mas não alta.
Portanto, o caminho para a solução da crise está, nomeadamente, entre as posições radicais de Angela Merkel, por um lado, e de Paul Krugman, por outro lado. E se eu tivesse que optar por uma solução radical, então optaria pela solução islandesa.
O. Braga | Quarta-feira, 4 Julho 2012 at 9:04 am | Tags: EspanhaPaul Krugman | Categorias: economiaEuropa | URL: http://wp.me/p2jQx-cdG



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