domingo, 15 de abril de 2012

O ruir da utopia maçónica iberista

O ruir da utopia maçónica iberista


by O. Braga

Enquanto parece que a Irlanda vai ter acesso aos “mercados” de capitais em finais de 2012, em Espanha, as nuvens adensam-se. O NYT adverte: “Espanha pode ser a próxima a cair”.







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A responsabilidade da Alemanha de Angela Merkel em todo este processo é enorme e até criminosa; e a responsabilidade de José Sócrates na política portuguesa de “Espanha, Espanha, Espanha!” que fez aumentar a dependência portuguesa das exportações para Espanha, e das negociatas socratinas do TGV, é lesa-pátria.



Em caso de “queda” de Espanha, as contradições internas do país decorrentes das diferentes nacionalidades tendem a agudizar-se. Sem um poder central forte como o de Franco, e sem um nível de vida equivalente aos dos últimos 20 anos, as nacionalidades espanholas independentistas tendem a ganhar uma nova vida. Não seria de todo despiciendo aventar a hipótese de um recrudescimento do terrorismo independentista em Espanha, agora que todos os países do Euro se preocupam mais com os seus problemas internos.



No meio disto tudo, Portugal terá ainda mais problemas dos que já tem, porque Espanha transformou-se, na última década e em função da utopia iberista, socialista e maçónica, no destino de cerca de 1/3 das nossas exportações de bens transaccionáveis; exportações essas que, face a uma provável “queda” de Espanha, serão reduzidas a um mínimo histórico. A realidade mostra-nos que os maçons estão errados e que Portugal tem vindo a ser vítima da utopia maçónica desde 1822.

O. Braga
Sexta-feira, 13 Abril 2012 at 5:43 pm
Categorias: A vida custa, Democracia em perigo, economia, josé sócrates, Maçonaria, Portugal
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quinta-feira, 12 de abril de 2012

A educação das crianças vai mudar quando “doer” na economia e no património (Direto de Portugal)

A educação das crianças vai mudar quando “doer” na economia e no património


by O. Braga

Diz-se que a História não se repete, mas eu penso que, na sua essência, repete-se. O que muda é a forma da História, dando-nos a impressão de que se trata de “uma outra história”. A Helena Damião escreveu este artigo que sugere a revisão da nossa cultura em matéria de educação; embora ela tenha razão, temo que vai passar muito tempo até que as leis mudem em função de degradação da nossa economia decorrente do actual libertinismo cultural.



Desde sempre que os juristas se preocuparam mais com o património do que com a moral. E são os juristas [e os políticos] que fazem as leis. Por isso, só vai ser possível proibir, por lei, por exemplo, o acesso ao álcool a um jovem com menos de 18 anos, quando os juristas [e os políticos] verificarem que “dói” na economia — e portanto, que faz “doer” no património. Quem diz proibição do álcool, diz outro tipo de proibições morais — incluindo o aborto: esperem para ver!.





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Voltando à História, verificamos um paralelismo actual entre a moral romana influenciada pela cultura grega e anterior ao século II, por um lado, e por outro lado, a Nova Moral Romana que surgiu a partir do princípio do século II d.C..



Antes do século II, a moral romana não era propriamente uma moral pagã no sentido lato do termo, porque os povos germânicos, sendo pagãos, não eram dissolutos: mas a cultura romana anterior ao século II era dissoluta. Por exemplo, antes da Nova Moral romana, não existia o conceito de “maioridade” — nem na lei, nem na cultura. Antes da Nova Moral, a maioridade era definida pelo aspecto físico do jovem púbere. A partir do século II, a passagem à idade adulta já não será um facto físico reconhecido por um direito consuetudinário, mas passou a ser uma noção jurídica: passa-se, então, do impúbere ao “menor legal”.



Antes da Nova Moral romana, eram vulgares os Collegia Juvenum, que eram espécies de associações de jovens de boas famílias — herdadas da cultura grega, embora com uma diferença: em Roma, os Collegia Juvenum não se dedicavam apenas ao desporto e à música: os jovens romanos associados nos Collegia dedicavam-se, por exemplo, a espancar os transeuntes e os burgueses pela calada da noite, depois de bem bebidos; ou frequentavam locais nocturnos onde predominava uma certa promiscuidade sexual. Podemos fazer uma analogia entre os jovens de boas famílias de hoje que se reúnem nas discotecas, e os Collegia Juvenum da Roma anterior ao século II.



A partir de finais do século I, reuniram-se três fenómenos culturais que determinaram a mudança da moral: os avanços na medicina; o aumento da influência estóica na cultura; e as ameaças ao património das classes superiores por via da proliferação da prática da usura na sociedade romana.



Note-se que a medicina romana não era menos avançada do que aquela do tempo de Molière. Os médicos romanos passaram a aconselhar uma vida regrada aos jovens, e em conjunto com a moral estóica, defendiam agora — ao contrário da “moral velha” —, por exemplo, que os rapazes e as raparigas se abstivessem de relações sexuais até ao casamento.



Outras mudanças aconteceram ao nível das leis. Por exemplo, a partir do século II, um adulto só passou a tornar-se independente com a morte do pai: enquanto o pai fosse vivo, o filho não tinha nenhuma autonomia económica senão através do denominado “pecúlio” — que era uma espécie de semanada que o pai dava ao filho jovem ou adulto—, fosse qual fosse a idade do filho. Um “pai de família” passou a poder deserdar, por lei, um filho em 4/5 do seu património, se não lhe agradasse o seu comportamento [por exemplo, se o filho fosse alcoólico]. E, por exemplo, passou a existir uma lei romana que desresponsabilizava os pais em relação às dívidas contraídas pelos jovens filhos, para assim se evitar a usura e o assalto ao património das “boas famílias”.



Na educação dos jovens romanos de “boas famílias”, aconteceu um fenómeno peculiar: antes do século II, a educação era utilitarista — tal como é hoje a educação das nossas crianças; educava-se para um determinado fim útil e prático. A partir do século II, a educação das crianças de boas famílias passou a ser um fim em si mesma: da cultura antropológica romana, passou-se à vontade de cultura intelectual herdada dos gregos; desta última, e até finais do século I, passou-se à escola utilitária [por exemplo, com o ensino da retórica para lançamento de carreiras políticas]; e daí, a partir do século II, ao exercício escolar como um fim em si mesmo.



Não podemos dizer o futuro, mas estou convencido de que, na sua essência, a História repete-se. E quando a cultura decadente de uma sociedade “ataca” a economia e o património, é ver, então, os juristas em corropio a tratar de mudar a moral.

O. Braga
Terça-feira, 10 Abril 2012 at 8:34 pm
Categorias: A vida custa, ética, cultura, educação
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quarta-feira, 4 de abril de 2012

A economia de tipo “método discursivo”

A economia de tipo “método discursivo”


by O. Braga

O filósofo marxista cultural alemão J. Habermas sugeriu, há décadas, uma forma de definir a ética válida para uma sociedade: o chamado “método discursivo” que consiste, grosso modo, em um discurso infinito levado a cabo numa comunidade ideal de comunicação. Por exemplo, programas de televisão como o de Fátima Campos Ferreira na RTP1 à Segunda-feira [não me lembro agora do nome do programa], têm, na base do seu figurino, o método discursivo do marxista Habermas.



Segundo Habermas, se as normas devem ser fundamentadas, todos aqueles a quem estas dizem respeito devem ter, por princípio, a possibilidade de participar na discussão sobre elas. O problema que se coloca ao método discursivo de Habermas é o de que não existe consenso da parte das pessoas que, por uma qualquer razão, não puderam participar na discussão; e também não existe consenso da parte crianças, doentes, ou ainda das crianças que ainda não nasceram.



Portanto, para além de que não devemos subordinar os nossos interesses a um código moral de “negociação eternamente provisória”, o método discursivo hipoteca o futuro da sociedade através de decisões tomadas hoje por uma elite. O método discursivo de Habermas não resolve o problema ético da sociedade, porque um putativo consenso provisório não obriga o oportunista a abdicar do princípio da prioridade e da aprioridade do interesse próprio. Uma coisa muito parecida passa-se com o imperativo categórico de Kant.



De um modo semelhante, mesmo que analisemos a crise financeira actual à luz do estritamente económico — mecanismos monetários, défices públicos, etc.. —, o que vemos é que as decisões económicas e financeiras tomadas hoje, mesmo que amplamente discutidas entre a elite, hipotecam o futuro e as próximas gerações. Temos aqui o “método discursivo” aplicado à economia, o que significa que o problema económico é, em primeiro lugar, um problema ético.



A actual crise económica e financeira nunca será resolvida de uma forma minimamente satisfatória senão quando a ética passar a ocupar o seu lugar tradicional sociedade.

O. Braga
Quinta-feira, 29 Março 2012 at 7:24 pm
Categorias: ética, economia
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