terça-feira, 13 de novembro de 2012

“Deus seja louvado” (Política Reformada)



por Lucas G. Freire
Nosso governo é laico (dizem os magistrados) e, por isso, a expressão “Deus seja louvado” deve ser retirada das nossas cédulas de dinheiro. Não importa que nossa Constituição diga que foi elaborada “sob a proteção de Deus”. Logicamente, não é surpresa que religiosos de várias crenças estranhem esse pedidofeito ao Governo Federal por magistrados no estado de São Paulo.
De um lado, os religiosos tem feito um grande barulho em reação e, de outro, juízes e políticos firmam uma posição ainda mais absoluta contra qualquer tema religioso na vida pública brasileira. Em vez de justiça no nosso ambiente político, os religiosos querem afirmar o simbolismo dos seus valores e os magistrados desejam a secularização da nossa sociedade.
Na minha infância, em tempos de inflação absurda, alguém leu a frase “Deus seja louvado” numa nota de dinheiro e me disse: “Louvado como? Com esse dinheiro que é usado para roubar do povo?” A pergunta ficou escondida em algum lugar na minha cabeça. Agora, com a polêmica da mudança nas notas de dinheiro, ela volta ao primeiro plano.
De fato: como Deus pode ser louvado num dinheiro fraudulento e forçado, que é circulado para oprimir e espoliar a população brasileira? Um dinheiro que é uma enganação, igual vinho aguado, mas que atinge sobretudo os mais pobres e indefesos do nosso país! Será que Deus é louvado se a cédula do Real contém a frase “Deus seja louvado” mas continua sendo um dos maiores instrumentos de desobediência ao mandamento bíblico da justiça pública?
Uma moeda inflacionada é uma moeda fraudulenta. É uma zombaria contra o caráter justo e santo de Deus. Não é uma forma de Lhe dar louvor, e sim de blasfemar. Ao invés de querer uma frase impressa numa nota de dinheiro o cristão deveria militar por justos pesos e medidas. Militar contra a fraude. Isso sim é mandamento para a vida política – o mandamento da justiça pública.
No campo monetário, o que nossos juízes e magistrados deveriam fazer é combater a fraude e o roubo. Que façam um favor à nação: parem de imprimir não só a frase “Deus seja louvado”, mas todo o resto dessa mentira legalizada que é a nota do Real. Só estarão buscando a justiça pública quando uma moeda de verdade for permitida.
Muitos acreditam que os cristãos tem feito, em reação, uma “tempestade em copo d’água”. Acontece que o copo d’água ficou de lado, num canto qualquer, esquecido pela história. A tempestade é feita agora num copo de veneno – veneno que já nos tem intoxicado por décadas.
Esse veneno é a armadilha que quer capturar você, fazendo que acredite que uma frase na nota de dinheiro é mais importante que a moeda em si. “Deus seja louvado”: não no falso louvor impresso, e sim no louvor verdadeiro da justiça pública. “Deus seja louvado”: impresso ou não, que seja louvado sem hipocrisia.

Fonte: https://politicareformada.wordpress.com/2012/11/13/deus-seja-louvado/

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A falácia da redistribuição


A falácia da redistribuição


Por: Thomas Sowell


A gravação recentemente descoberta em que Barack Obamadisse, em 1998, que acredita na redistribuição, não é de fato uma notícia. Ele disse a mesma coisa para Joe, o encanador [*] há quatro anos. Mas o surgimento desta gravação pode servir a um propósito útil se levar as pessoas a pensarem sobre quais são as consequências da redistribuição de renda.

Aqueles que falam fluentemente sobre a redistribuição muitas vezes agem como se as pessoas fossem apenas objetos inertes que pudessem ser colocados aqui e ali, como peças em um tabuleiro de xadrez, para realizarem algum projeto grandioso. Mas, se os seres humanos têm suas próprias respostas às políticas de governo, então não podemos alegremente assumir que as políticas do governo terão o efeito pretendido.

A história do século XX está repleta de exemplos de países que se propuseram a redistribuir a riqueza e acabaram redistribuindo a pobreza. As nações comunistas foram um exemplo clássico, mas de nenhuma maneira o único exemplo.

Em teoria, confiscar a riqueza das pessoas mais bem-sucedidas deveria fazer o resto da sociedade mais próspera. Mas quando aUnião Soviética confiscou a riqueza de fazendeiros bem sucedidos, os alimentos tornaram-se escassos. Assim como muitas pessoas morreram de fome sob Stalin na década de 1930, também morreram no Holocausto de Hitler em 1940.

Como  se dá isso? Não é complicado. Você só pode confiscar a riqueza que existe em um dado momento. Você não pode confiscar a riqueza futura -  a riqueza futura é menos provável de ser produzida quando as pessoas virem que será confiscada. Os agricultores da União Soviética refrearam tempo e esforço que investiriam no crescimento de suas colheitas quando perceberam que o governo iria tomar uma grande parte da colheita. Eles abateram e comeram animais jovens que, normalmente, tenderiam a manter e alimentar, enquanto o preço poderia se elevar.

Pessoas na indústria não são objetos inertes também. Além disso, ao contrário dos agricultores, os industriais não estão ligados à terra em um determinado país.
Pioneiro da aviação, o russo Igor Sikorsky pode levar a sua experiência para a América e produzir seus aviões e helicópteros a milhares de quilômetros de distância de sua terra natal. Financistas são ainda menos amarrados, especialmente hoje, quando vastas somas de dinheiro podem ser enviadas eletronicamente para qualquer parte do mundo.

Se as políticas confiscatórias podem produzir repercussões contraproducentes em uma ditadura, elas são ainda mais difíceis de realizar em uma democracia. Uma ditadura, de repente, pode pegar o que quiser. Mas uma democracia deve primeiro ter discussões e debates públicos. Aqueles que são alvo de confisco podem ver pichações em muros e, ainda assim, agirem adequadamente.

Entre os ativos mais valiosos de qualquer nação estão: o conhecimento, as habilidades e experiência produtivas que os economistas chamam de "capital humano". Quando as pessoas bem-sucedidas com o capital humano deixam o país, seja voluntariamente, ou por causa de governos hostis ou multidões hostis chicoteadas pelos demagogos que exploram a inveja, o dano duradouro pode ser sentido na economia que eles deixam para trás.

As políticas confiscatórias de Fidel Castro impulsionaram os cubanos de sucesso a fugirem para a Flórida, muitas vezes deixando grande parte da sua riqueza física para trás. Mesmo refugiados e atingidos pela pobreza, cresceram e prosperaram de novo na Flórida, enquanto a riqueza que eles deixaram para trás em Cuba não impediu as pessoas de lá de serem indigentes no governo de Fidel Castro. A riqueza duradoura que os  refugiados levaram com eles era o seu capital humano.

Todos nós já ouvimos o velho ditado que dar a um homem um peixe irá alimenta-lo apenas por um dia, e ensinar-lhe a pescar irá alimenta-lo por toda a vida. Os partidários da redistribuição querem dar-lhe um peixe e deixá-lo dependente do governo, para mais peixes no futuro.

Se estes “redistribucionistas” fossem sérios,  o que eles gostariam de distribuir seria a capacidade de pescar, ou ser produtivo de outras maneiras. O conhecimento é uma das poucas coisas que podem ser distribuídas para as pessoas sem reduzir o montante realizado por outros.

Isso serviria melhor aos interesses dos pobres, mas não serve aos interesses de políticos que querem exercer o poder, e para obter os votos de pessoas que dependem deles.
Barack Obama pode anunciar infinitamente o seu slogan de "Forward" (“Avante”), mas o que ele propõe é ir para trás, para as políticas que falharam repetidamente em países ao redor do mundo.

No entanto, para muitas pessoas que não se incomodam em parar e pensar, a redistribuição soa bem.


Tradução: Maria Júlia Ferraz
Título original: The fallacy of redistribution
© M@M Proibida a reprodução



[*] Nota tradutora: durante a campanha presidencial de 2008 Joe Wurzelbacher questionou o então candidato Barack Obama sobre os planos do partido Democrata em aumentar a carga tributária sobre pequenas empresas, pois pretendia comprar uma pequena empresa de encanamentos e estava preocupado com aumento de impostos propostos por Obama. A repercussão do acontecimento foi grande, e Joe passou a ser conhecido como Joe, o encanador.


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Redistribuição forçada na Ucrânia


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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

(Consequências de uma Política Populista do Governo Petista) -Brasil cai quatro posições em ranking do Banco Mundial


Brasil cai quatro posições em ranking do Banco Mundial

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC


A alta burocracia, a abusiva carga tributária e a estagnação na agilidade para a abertura e o fechamento de empresas no Brasil fizeram com que o País perdesse quatro posições no ranking do Banco Mundial e passasse ao 130º lugar quando o assunto é o melhor ambiente de negócios. No relatório anual Doing Business 2013 o Brasil está bem atrás de nações vizinhas, a exemplo de Chile (37º), Peru (43º), México (48º), Paraguai (103º) e Argentina (124º). E supera em duas colocações a Índia (132º). Cingapura foi eleito como lugar mais fácil para se fazer negócios.

Contribuíram ao mau resultado a piora em quesitos como o prazo para se encerrar a atividade de uma empresa que, embora tenha sido mantido (leva quatro anos para o fechamento), o País caiu da 139º colocação em 2011 para 143º. Isso significa que outras nações reduziram a burocracia e galgaram posições. Para se ter ideia, a média dos países latinos é de três anos e um mês (no caso da Argentina, em 94º, dois anos e oito meses).

No Brasil, esse processo é tão moroso porque, para que um negócio deixe de existir de fato, o empresário precisa pagar tudo o que deve, quitando débitos tributários e bancários - e muitas vezes as portas são fechadas justamente pela falta de recursos. Além disso, é preciso apresentar à Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo) a certidão negativa de débitos trabalhistas, como o pagamento de INSS e FGTS, que também pesam para o empreendedor. Outro fator é a quantidade de declarações e obrigações acessórias. "Somente para reunir dados, calcular valores devidos e preencher documentos relativos aos principais tributos, uma empresa brasileira de médio porte gasta 2.600 horas por ano, ou seja, 108 dias. A Suíça demanda 15 horas e o Chile, 316. Nesse quesito, estamos na última colocação entre 183 países listados pelo Banco Mundial", compara o consultor Glauco Pinheiro da Cruz, diretor do Grupo Candinho Assessoria Contábil.

Não à toa, no quesito pagamento de impostos, o País caiu seis posições, para 156º. "O Brasil é líder mundial quando se trata de dificuldade no pagamento de tributos", afirma André Sacconato, diretor de pesquisa da Brain (Brasil Investimentos & Negócios).
Quanto ao período levado para abrir uma empresa, não houve alteração do ano passado para cá. O empreendedor leva até quatro meses para iniciar sua atividade de forma regulamentada. "Reunir a documentação para se abrir firma em países mais avançados pode levar 12 dias. Na melhor das hipóteses, em casos mais simples, o processo aqui demanda 49 dias, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior." No entanto, a posição no ranking do assunto subiu uma posição, de 122º para 121º. O que influenciou no resultado, segundo Sacconato, foi o custo, medido como percentual da renda per capita, que diminuiu, de 5,4% para 4,8%. "A dificuldade de pagar diminuiu por conta do aumento da renda do empresário brasileiro", aponta. Ainda assim, o custo médio para a abertura é de R$ 2.038. De acordo com Cruz, é três vezes mais do que se gasta na Rússia, Índia, China e África do Sul, que com o Brasil compõem os Brics.

Sacconato ressalta, porém, que o prazo de abertura tem como base os resultados de São Paulo, o que diminui o reflexo da realidade brasileira. "Há alguns municípios que possuem convênio com o governo estadual para informatizar os processos de licenciamento, o que reduz o período de início das operações para até cinco dias." De fato, no Grande ABC cidades como São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires já aderiram ao SIL (Sistema Integrado de Licenciamento) e reduziram seus prazos para atividades que não oferecem perigo ao meio ambiente nem à saúde dos funcionários ou clientes e, portanto, não precisam de vistoria.


Fonte: ABC



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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A ética imoral esquerdista do bem estar social e gayzista estão acabando com a Europa! O progresso na Europa é a negação da realidade da condição humana. A Europa é hoje o pior local para um ser humano saudável viver.

O progresso na Europa é a negação da realidade da condição humana

by O. Braga

“Ser moderno é ver friamente a morte ao longe e não pensar nunca nela.” — Nicolás Gómez Dávila
Uma das características que marcou o homo sapiens (e também algumas espécies extintas de hominídeos, como por exemplo o Neanderthal), foi o culto dos mortos. Ora, parece-me que esse culto está a desaparecer na cultura europeia; porém, ainda subsistem uns resquícios “arcaicos” e “primitivos” do culto dos mortos na cultura antropológica europeia, mas parece-me que o “progresso” aponta para a extinção do culto dos mortos mediante uma “diferenciação cultural evolucionista”.
Ainda não vai muito tempo, quando havia um funeral na aldeia, o povo acorria em massa. Quebrava-se o tempo profano e aquele dia pertencia ao sagrado. Agora, como as aldeias estão praticamente desertas, esse fenómeno cultural desvaneceu. O povo das aldeias de Portugal, ou foi morrendo sem que tivesse direito ao culto da sua morte, ou emigrou para as grandes cidades, onde a morte é anónima e anódina. Hoje, morre-se anonimamente num apartamento qualquer da grande cidade, e ninguém dá por isso até que o cheiro nauseabundo do cadáver incomode os vizinhos.
O cidadão contemporâneo foi forçado pela política moderna a abandonar as pequenas comunidades (as aldeias e vilas) para se concentrar na megalópole.“Encontrar-se, para o homem moderno, significa dissolver-se numa colectividade qualquer” (Nicolás Gómez Dávila), porque na grande cidade não há comunidades, mas antes e apenas "colectividades".
Fenómenos culturais e políticos europeus, como o aborto e a eutanásia, traduzem esta cultura europeia do “vai morrer longe!”. Mete-se um indivíduo numa clínica, dá-se-lhe uma injecção atrás da orelha, e assunto encerrado e não se pensa mais no malogrado e na morte. E o aborto é outra tentativa de fazer de conta que a morte não existe, desta feita de forma radical, porque se recusa a vida ao malogrado nascituro.
Por detrás da cultura intelectual europeia actual — que contamina mortalmente a cultura antropológica dos povos da Europa — está a recusa obstinada e obstipada da realidade. E dessa recusa da realidade faz parte a negação radical das características fundamentais da natureza humana. E é neste quadro de recusa neognóstica da realidade que se inserem, por exemplo, os movimentos políticos de instauração do “casamento” gay e da adopção legal de crianças por pares de gueis, a ideologia de género, o aborto, a eutanásia, e culminando com a abolição do culto dos mortos na cultura antropológica.
A Europa é hoje o pior sítio para um ser humano saudável viver.
O. Braga | Segunda-feira, 8 Outubro 2012 at 8:05 am | Tags: eutanásiaideologia de géneroUnião Europeia | Categorias: A vida custaabortoéticaculturaEsta gente votaEuropahomocepticismoSociedadeUt Edita | URL: http://wp.me/p2jQx-dnX

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Um exemplo do que é a “eficiência do mercado” da economia neoliberal


Um exemplo do que é a “eficiência do mercado” da economia neoliberal

by O. Braga

Já descobri o que é a “mão invisível” da economia hayekiana e neoliberal que determina a “eficiência do mercado”:
Um corretor (e não “corrector”, com “c”) de uma empresa americana comprou, durante a noite de 29 para 30 de Junho, 520 milhões de US Dollars em futuros de petróleo — ¡ comprou 69% do mercado global disponível ! — , o que fez com que o preço do petróleo no mercado internacional subisse a pique.
Quando foi interrogado pela empresa para saber por que tinha feito essa compra durante a noite, o corretor explicou que não se lembrava de nada porque passou a noite bêbedo. Portanto, da próxima vez que a gasolina subir, provavelmente há um americano bêbedo que explica a “mão invisível da eficácia do mercado”.

On June the 30th 2009 oil mysteriously jumped by more than $1.50 a barrel during the night, to reach its highest price in eight months, the kind of swing that is caused by a major geopolitical event.
The amazing, true cause of this price spike has now been released by a Financial Services Authority investigation (FSA).
Although not authorised to invest company cash in trades Steve Perkins, a long standing, senior broker at PVM Oil Futures, had managed to spend $520 million on oil futures contracts throughout the night.
On the morning of the 30th an admin clerk called Mr Perkins to ask why he had bought 7 million barrels of crude during the night. Mr Perkins had no recollection of the transactions, and it turned out that he had made the trades during a “drunken blackout.”
By the time PVM had realised the transactions had not been authorised by a client, they had incurred losses of $9,763,252.
Between the hours of 1.22am and 3.41am, Mr Perkins gradually bought 69 percent of the global market, whilst driving prices up from $71.40 to $73.05, by bidding higher each time.
O. Braga | Sexta-feira, 28 Setembro 2012 at 7:01 pm | Tags: neoliberalismo | Categorias: A vida custaeconomiaGlobalismoTirem-me deste filme | URL:http://wp.me/p2jQx-dhx

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Paul Krugman alucinado - é o espelho da loucura socialista de imaginar possível um mundo onde o número de parasitas é maior do que aqueles que trabalham. Sua crença na emissão de moeda falsa é demente.



SÁBADO, 29 DE SETEMBRO DE 2012


Paul Krugman alucinado



Published on Sep 29, 2012 by nivaldocordeiro

O artigo de Paul Krugman publicado hoje na Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/68929-a-loucura-da-austeridade-na-euro...) é o espelho da loucura socialista de imaginar possível um mundo onde o número de parasitas é maior do que aqueles que trabalham. Sua crença na emissão de moeda falsa é demente.



Fonte: http://defesa-hetero.blogspot.com.br/2012/09/paul-krugman-alucinado.html#.UGubBDxZVX0




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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O pão, o suor e a voz do sangue

A australiana Gina Rinehart, a mulher mais rica do mundo, possuidora de uma fortuna avaliada em US$ 30 bilhões, critica os ”invejosos”: “Se sentem inveja dos que têm mais dinheiro que vocês, não fiquem sentados reclamando. Façam algo para ganhar mais, passem menos tempo bebendo, fumando e brincando, trabalhem mais [...] Se transformem em uma dessas pessoas que trabalham duro, investem e constroem e, ao mesmo tempo, criam emprego e oportunidades para os demais“[1], recomenda.

Esse pensamento de uma maneira geral afina-se com o que se encontra nos escritos, inspirados pelo Divino Espírito Santo, do grande São Paulo Apóstolo. Com ênfase, ele diz, levantando uma bandeira que é, ou deve ser, seguida por todos os católicos: ”se alguém não quiser trabalhar, não coma também”. [2]

É impossível ser mais enfático e taxativo! E acrescenta: “ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs. A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por Nosso Senhor Jesus Cristo que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão”.

Este crítica pode ser aplicada aos sem-terra, que pouco produzem nas áreas tomadas pela força, as quais geralmente só lhes servem para construir suas famosas ou famigeradas favelas rurais.

Se é assim, como fica o direito à herança, defendido pela Igreja? O herdeiro não trabalhou para possuir, teve apenas o trabalho de nascer…

No caso da sra. Rinehart, justamente, uma parte da fortuna lhe foi atribuída por seu pai, em herança. Assim, um esquerdista a poderia interpelar: “E o trabalho? Quanto a sra. trabalhou para merecer esta larga fatia? Para isso, a sra. também só teve o trabalho de nascer…”

Não conheço a sra. Gina Rinehart, por isso, não devo tomar sua defesa nem criticá-la. Mas está em causa um direito ‒ o direito de herança ‒ e neste ponto não posso ser omisso. Se é preciso trabalhar, como fica um filho que também não teve outro trabalho que nascer? Que pode receber de seus pais sem trabalhar um modesto legado, ou uma enorme herança?

Diz Dr. Plinio: “À primeira vista, há aqui uma aparência de justiça [em ser contra a herança]. Porque se o que funda a propriedade é o trabalho, como pode ser proprietário quem não labutou?”

Mas não há contradição entre a obrigação de trabalhar e o direito de herança. Um princípio genérico pode ter sub itens. Por exemplo, o mandamento “Não matarás” comporta como complemento por exemplo matar em legítima defesa. Assim também, é sem trabalhar para isso que se recebe um legado, sem incidir na censura de São Paulo.

É normal que um homem trabalhe em favor de seus filhos e não pelos filhos dos outros, não é? Por que razão?

O mesmo Dr. Plinio responde: “O Evangelho diz que devemos amar o próximo porque é nosso próximo. E portanto, quanto mais o próximo é próximo de nós, tanto mais devemos amá-lo. É por causa disso que os filhos devem amar mais os pais do que amam um qualquer”. [3]

O quarto mandamento ordena que se honre pai e mãe. “Se há uma obrigação de honrar pai e mãe, o corolário é que há uma obrigação dos pais de amar o seu filho. E de amar o filho mais do que amam os outros. Porque todas as relações humanas são recíprocas. E o honrar pai e mãe envolve para o pai, ou para a mãe, a obrigação de amar o filho, de proteger o filho, de ajudar o filho”.



E acrescenta:



“Um pai que faz assim, não segue a voz do sangue? Um pai que faz assim não segue a voz da natureza? Um pai que procede por essa forma não segue a lei de Deus? E se ele procede dessa forma, não está roubando os outros. Está dando a essa criança o que tinha obrigação de dar. Talvez ele deva servir de exemplo para os outros pais que não fazem o mesmo para seus filhos, isso sim. Mas ele, pelo seu, deve fazer o que não faz pelos outros”.



Que dizer de sem terras que roubam as propriedades, e depois não produzem? Ficam ociosos em suas favelas rurais? O que diria deles a australiana Gina Rinehart? E, sobretudo, o apóstolo São Paulo? Já transcrevemos acima seu pensamento. Seria uma frase muito dura, mas justa!


[1] Folha de São Paulo, 30-8-2012.


[2] Epístola 2 Tess, 3.

[3] Conferência em 6-7-71.
 
 
 
 
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sábado, 14 de julho de 2012

A auto-negação do liberalismo inglês

A auto-negação do liberalismo inglês


by O. Braga

O facto fundamental é que não há, entre o sistema liberal de Inglaterra e os sistemas externamente iguais do Continente [europeu], uma semelhança senão de cara. O liberalismo substancial inglês corresponde a uma vida de opiniões debatidas e de liberdades individuais autênticas. O liberalismo do continente, e sobretudo peninsular, corresponde a uma inércia e a uma incapacidade de disciplina. Confundir os dois fenómenos equivaleria a confundir a ânsia de liberdade do homem de génio com a incapacidade de esforço do vadio e do mendigo.



O que atrai os povos peninsulares no regime parlamentar e liberal é que esse regime, pela sua insubsistência, a sua fraqueza e a sua prolixidade verbal, se conjuga com a alma impotente dos seus sequazes. O que atrai o povo inglês nesse regime é que ele se ajusta à substância do seu individualismo. (…)



A ânsia de liberdade é comum ao homem são, superior, e ao mendigo que não quer trabalhar. Assim, as instituições liberais tanto podem significar a expressão da liberdade, como a expressão da incúria e do desleixo. [Fernando Pessoa, “O Interregno...”].





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Fernando Pessoa teria razão quando escreveu isto em 1932, mas hoje as coisas já não são como ele as descreveu. Por exemplo, a Igreja Ortodoxa Russa vem a público dizer que a forma como o Establishment político inglês trata, hoje, os cristãos, proibindo o uso do crucifixo, é comparável à perseguição dos cristãos pelos bolcheviques no seguimento da revolução russa. Portanto, o liberalismo substancial inglês, que "corresponde a uma vida de opiniões debatidas e de liberdades individuais autênticas", de que nos fala Fernando Pessoa, se alguma vez exisstiu, já não existe.



Vemos, na foto em baixo, o príncipe consorte inglês e duque de Edimburgo dirigindo-se, com um sorriso amarelo, a um moícano engravatado, durante uma cerimónia informal em prol do trabalho comunitário. O príncipe consorte perguntou-lhe [ao moícano] se "trabalhava na promoção dos cabeleireiros locais". O liberalismo inglês já entrou numa fase de indisciplina, não só através da censura velada, institucionalizada e politicamente correcta, mas também através da corrupção radical da cultura antropológica.



O individualismo levado ao extremo inglês actual deixa de ser um factor catalisador da partilha de experiências individuais, para ser um factor de indisciplina e de desagregação social, ou seja, existe um limite lógico para o individualismo, como para tudo na vida. Os exemplos da perseguição política inglesa aos cristãos e a destruição da cultura antropológica inglesa, denotam a forma como o liberalismo inglês se nega a si mesmo.




O. Braga

Sexta-feira, 13 Julho 2012 at 7:06 pm
Tags: Inglaterra, liberalismo político
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Um cenário pessoano das tendências políticas actuais

Um cenário pessoano das tendências políticas actuais

by O. Braga 

O que é espantoso, na nossa época, é a forma como o sincretismo político e ideológico que é uma característica fundamental da maçonaria especulativa de todos os tempos, consegue fazer alianças fundamentais, aparentemente tão improváveis, como a que se desenha entre a plutocracia internacional — que controla a maçonaria global — e a esquerda radical e neognóstica de algumas nações.

“Todo o grande partido político de oposição, ou seja, todo o partido de oposição que adquire vulto bastante para subverter um regime ou parte dele, se forma com a congregação de três elementos distintos, e não está completo, nem apto para efectuar o intuito, em torno do qual se gerou, senão quando efectivamente congrega todos esses elementos.

Esses três elementos são: (1) um pequeno grupo de idealistas, cujas ideias se infiltram abstractamente por vária gente inactiva; (2) um grupo maior de homens de acção, atraídos pelos elementos activos e combativos do partido, e já distante psiquicamente de todo o idealismo propriamente dito; (3) um grupo máximo de indivíduos violentos e indisciplinados, uns sinceros, outros meio sinceros, outros ainda pseudo-sinceros, que, por sua própria natureza de indisciplinados e violentos, ou desadaptados do meio, naturalmente se agregam a toda a fórmula política que está numa oposição extrema.

Quando o regime ou fórmula, que assim se tornou partido, conquistar o poder, desaparecem os idealistas, pelo menos na sua acção, que acabou historicamente com a realização; assumem o poder os homens práticos, os anónimos derivados dos idealistas e os maus elementos. Agregam-se, formando com estes últimos um pacto instintivo, os que querem comer do regime. Tal é a história de todas as revoluções; por alto que seja o ideal de onde se despenharam, vêm sempre ter ao mesmo vale da sordidez humana.
Forma-se uma ditadura de inferiores. Um período revolucionário é sempre uma ditadura de inferiores.” — Fernando Pessoa

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Dos três elementos necessários para se formar uma "ditadura de inferiores" em Portugal, a esquerda radical portuguesa dispõe já de dois deles: os idealistas — que são as caras que aparecem nas pantalhas — e a escumalha violenta e indisciplinada — que são as caras que aparecem nas manifestações violentas. Porém, depois da queda do muro de Berlim, tem-lhes faltado o grupo intermédio que representa o utilitarismo e o pragmatismo dos que dispõem de poder económico e/ou financeiro. Mas a situação tem vindo a mudar em seu favor.

O factor “China” tem vindo a alterar a falta de apoio da plutocracia em relação à esquerda radical. Por um lado, partidos da esquerda radical têm alterado a sua posição em relação às pequenas e médias empresas e pequena iniciativa individual, no sentido de ir ao encontro da política de sinificação de algumas áreas do globo, como por exemplo, a periferia europeia, defendida pela plutocracia maçónica e/ou de Bilderberg [O “Grupo dos Trezentos”, segundo o conceito de Fernando Pessoa].

É assim que, por exemplo, o plutocrata George Soros apoia financeiramente os movimentos revolucionários e neomarxistas da América Latina. Pessoas como George Soros fazem parte do segundo grupo — “os homens práticos querem comer do regime”. O mesmo se passa, por exemplo, com as familórias Rockefeller e Rothschild. E no núcleo duro de Bilderberg — que está historicamente ligado a uma qualquer forma de maçonaria, seja esta a de rito regular, ou seja a dos Illuminati — , predomina já uma tendência para subsidiar os partidos radicais nacionais, não só no sentido de promover a sinificação de algumas nações, mas também para promover a desnacionalização total dos respectivos povos.


Jawohl! ( Asshole)

Quando Melissa Gates — a mulher de Bill Gates — propõe gastar milhares de milhões de Euros em distribuição gratuita de anticoncepcionais, não está a pensar nos interesses das mulheres: está, em vez disso, a pensar numa fórmula ocidentalizada que permita atingir um objectivo idêntico ao da política chinesa do filho único — política essa, a de Melissa Gates, que se enquadra perfeitamente na política cultural da nossa esquerda radical. Verificamos que existe uma perfeita sintonia política, em matéria de cultura antropológica, entre a plutocracia internacional, por um lado, e a esquerda radical, por outro lado — por exemplo, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista.

Neste quadro político internacional, os partidos socialistas fabianos — por exemplo, o Partido Socialista em Portugal, e o P.T., no Brasil — começam a ser preteridos se não começarem a alinhar pelos interesses simultaneamente comuns à plutocracia e à esquerda mais radical, no sentido da sinificação. É neste quadro político que surgem agora algumas vozes, por exemplo, a de François Hollande em França, no sentido de contrariar a radicalização imanente dos partidos da social-democracia europeia.

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O processo de sinificação de algumas das nações ocidentais passa, numa primeira fase, pela atomização da sociedade através do exacerbamento político do individualismo levado a um ponto extremo; nesta fase, os partidos radicais fazem um apelo constante e uma propaganda sistemática, nos me®dia, à autonomia radical do indivíduo.

Conseguida a atomização da sociedade, e destruída — mais ou menos — a coesão social e nacional, os radicais entram numa segunda fase da acção, que é a de organização política interna desses países de acordo com o pragmatismo dos “homens práticos que comem dos regimes”; esta fase é consolidada pela aplicação ad litteram dos preceitos maniqueístas da Teoria Crítica, de Herbert Marcuse e apaniguados, de “tolerância repressiva” e de “tolerância libertadora”, criando uma agressividade cultural crescente em relação a determinados inimigos internos.

A terceira fase da revolução actual é a da obstipação política e da consolidação da "ditadura dos inferiores", em que esses países passam a ser governados, com mão de ferro, pelos caciques locais radicais ou entretanto convertidos ao radicalismo gnóstico, e a mando da plutocracia e da maçonaria internacional do “Grupo dos Trezentos”. A autonomia radical do indivíduo, que foi inicialmente um instrumento da subversão cultural, de desnacionalização radical e de desagregação da sociedade, passará a ser, então, ferozmente reprimida [como acontece hoje na China].

O que é espantoso, na nossa época, é a forma como o sincretismo político e ideológico que é uma característica fundamental da maçonaria especulativa de todos os tempos, consegue fazer alianças fundamentais, aparentemente tão improváveis, como a que se desenha entre a plutocracia internacional — que controla a maçonaria global — e a esquerda radical e neognóstica de algumas nações.

O. Braga | Sexta-feira, 13 Julho 2012 at 9:41 pm | Tags: Bilderberg, Bloco de Esquerda, Fernando Pessoa, George Soros, grupo de Bilderberg, marxismo cultural, Partido Comunista, Sinificação | Categorias: A vida custa, cultura, Democracia em perigo, Esta gente vota, Europa, Maçonaria, Política, politicamente correcto, religiões políticas, Sociedade, Ut Edita | URL: http://wp.me/p2jQx-cmv


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